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Arquivo de novembro, 2002

29, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Guerra Civil – Guerra de Civis

Rio de Janeiro, 29 de Novembro de 2002

Venho aqui relatar que estive a 20 metros dee uma granada. De uma bomba. Vi mortos. Vi feridos. Vi o segundo maior arrastão do Rio de janeiro e, com certeza do Brasil (que não sai assim nos jornais).

Onde? Engenho Novo, a merda onde moro?

Não. Centro, o maior bairro do RJ.

Logo após o discurso de todas as sextas do PT, os camelos tomaram a praça, entre o prédio Menezes Cortes (famoso) e a avenida Rio Branco. Como ja fazem a uma semana, os policiais vieram. Mas hoje, alem de unidos como andam, os camelos estavam armados. Engravatados que pensavam em que continente passar o fim de ano ou que carro comprar com o 13 salario sairam correndo com o Povo querendo Trabalho. O nosso Povo. Querendo Trabalho.

Os policiais, que das primeiras semanas ficaram acuados, andaram indo com toda a força. Mas hoje foi o Caos. Guerra. Vi uma garota ded uns 20 anos com uma bala de raspão. E o pior : eu e o cara do ponto de táxi olhando com certa naturalidade. Naturalidade : brasileiro.

No taxi, vi uma massa de CENTENAS de pessoas, que trabalham nas ruas pela quantidade de desemprego e demissões escrotas, lutando. E o pior, senti orgulho. Não dá pra ficar apatico. Fiquei com medo de um entrar no taxi e me atacar achando que era um do que ignora sua razão. Mas eu os apoio. A Violencia de Cesar Maia gera Violencia. Desemprego até do setor informal!! Mortes! Familias sem pais! Maes e garotinhas a prostituição! Garotos ao banditismo!

A Guerra dos Civis Naturais do Brasil começou. Não existe mais divisão social. Na Guerra, todos são alvos.

” Policia Militar, Policia Civil, Tiroteio, Centenas de pessoas foram mortas…”, já me cantou o Ira.

Pois agora não é mais musica. Nem textos, nem surrealismo nem nada.

Estamos em guerra civil. Mesmo

E ponto

PS: Pensei sobre o aumento de varias coisas e a pirataria, não há sentido. Antes das demissoes, já havia aumentos enormes e não haviam tantos camelos. Aumentaram, gerou-se novos camelos, menos venda, maior desemprego, menos vendas, mais camelos, etc…

E o ciclo do FIm do Capitalismo vai chegando ao seu apice no Brasil. Malhamos a Argentina mas pensem…leiam…como foi que começou , hein?

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29, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Não resisti:

Memorable Quotes from Dead Man (1995)

Page 14 of 30

Nobody: That gun will replace your tongue. You will learn to speak through it. And your poetry will be written in blood.

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William Blake: I… smell… beans…

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William Blake: If the doors of perception were cleansed, everything would appear to man as it is: infinite.

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William Blake: What is your name?

Nobody: My name is Nobody.

William Blake: Excuse me?

Nobody: My name is Xamichee, “he who talks loud say nothing.”

William Blake: “He who talks…” I thought you said your name was Nobody.

Nobody: I preferred to be called Nobody.

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Nobody: Did you kill the white man who killed you?

William Blake: I’m not dead. Am I?

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Nobody: The eagle never lost so much time as when he submitted to learn from the crow.

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Nobody: Things which are alike, in nature, grow to look alike.

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Big George: I don’t give a shit who saw what, and who did what, or who did who.

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Nobody: I was then taken east, in a cage. I was taken to Toronto. Then Philadelphia. And then to New York. And each time I arrived at another city, somehow the white men had moved all their people there ahead of me. Each new city contained the same white people as the last, and I could not understand how a whole city of people could be moved so quickly.

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Big George: What’s a philistine?

Sally: Well, it’s just a real dirty person.

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The Fireman: I wouldn’t trust no words written on no piece of paper.

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Nobody: Some are born to sweet delight; some are born to endless night.

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Nobody: The evil stench of white man precedes him.

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Marvin (Older Marshall): You William Blake?

Marvin: Yes I am. Do you know my poetry? (and shoots him)

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Nobody: You were a poet and a painter, William Blake. But now, you’re a killer of white men.

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Nobody: The Vision of Christ that thou does see, is my visions greatest enemy.

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29, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

The Curse of Frank Black

Incrível como depois de uma seca de textos eles floram na cabeça.

Mas devo ter que cumprir um trato pessoal, fazer um mega conto ou um livro.

Estou pegando coisas reais, como qualquer autor, quem fala que não o faz, mente, e já sonhando com idéias.

Já passaram várias idéias que, se não entrarem no grande projeto, vão no minimo virarem contos : o Santa Marta descendo e tomando a cidade com as outras favelas, os alienigenas descendo repentinamente, a empregada que tem a lista dos votos do ACM (alguém lembra disso), mais uma malhação a uma personalidade sumido (pensei no Fofão), e mais uma continuaçào a um conto que escrevi , Hela. Lembro que depois da primeira parte, fiz outra mas nem sei como era.

A idéia principal tem haver com algo em uma empresa. Não vi o filme Papillon, mas de tanto ver a capa do DVD já me deu uma idéia. Algumas pessoas (weirdos, como sempre os chamo) de uma grande empresa preparando algo (um golpe, um massacre, uma revolução, sei lá) por motivos diversos. Já tenho alguns personagens bons para serem desenvolvidos. Um será descaradamente um eu a la Almodovar, outra (a parceira, sem relacionamentos amorosos, diga-se de passagem).

Mas como isso me faz me sentir vivo. São, apesar de tantas loucuras em volta.

E juro que tentarei ser menos sanguinario e erotico sempre (claro que sempre terei que ter um texto ou outro assim :-)

PS nada a ver: Que merda ser brasileiro, nunca vão lanar aqui a caixa de DVDs do Millenium. Como era bom este seriado… Daí que vem o título, dum caso pessoal que penso em dar um toque dark e escrever. Ah, aulas, acabem logo e me devolvam meu editor de textos :)

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29, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Podia hoje ter me livrado de uma matéria que me persegue a uns tres anos, mas não consegui por um simples motivo : vagabundos.

Sim, vagabundos. Vagabundos que azem engenharia

Estava ralando para fazer as contas com 10 casas decimais (sério, 6.9658478089, por exemplo), e um amigo querendo a minha prova EMPRESTADA! “Ah, é rápidinho”. Porra, e as contas que tenho que fazer e ele copiar?

Pior era a preocupação com a hora de sair, mas ok. Espero conseguir chegar a final.

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28, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Mais uma, esta impagável : “Veja, o problema é que Deus deu ao homem um cérebro e um pênis, mas somente sangue o suficiente para funcionar um de cada vez.” – Robbin Williams

Tirada do genial Inside the Actor Studio, que agora passa no Multishow.

Achei genial como quase todos os atores, na pergunta sobre a morte, falam que esperam algo vindo de Deus ou São Pedro que os façam voltar aqui pra baixo. Interessante como (quase) todos nós somos assim…

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27, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Outra frase do Verào : “This chaos is killing me…”David Bowie (tirada de Hallo Spaceboy)

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27, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Today is the day, can you feel it? - David Bowie

Musicas do Dia:

We are The Champions – Queen

These are the days of our lifes – Queen

Hoje de manhà, tive uma prova que decidiria se conseguiria ter menos seis meses de UERJ, como já falei num post recente.

A mesma prova

A mesma sala

A mesma merda

Sabia metade da prova, a outra metade era de algo que eu não sei até hoje.

Então, resolviser um analista de sistemas. Sabia a resposta, isso eu sabia. Então, fui seguindo a lógica inversa até achar exatamente o que eu deveria ter feito. E acabei finalmente fazendo uma prova inteira. A primeira prova inteira que faço no periodo. Milagre.

Sai pulando e batendo os calcanhares. Posso não passar, mas tentei até o fim mesmo.

When Doves Cry/ The Most Beatuful Girl in The World/ Purple Rain/One of Us – Prince

Nada melhor do que aquela voz bem berrada e gay do Prince pra fazer você se soltar de problemas. Como este cara marcou algumas fases da minha vida e eu nem percebi. Purple Rain, uma das primeiros solos que tirei todo e nunca cansei de tocar, as baladas, as músicas de sexo q até hoje me ajudam a escrever, e one of Us, que é linda e amei mesmo se saber que era dele.

E a última do dia (claro que a ultima, espero eu, seja o hino do Fluzão nas semifinais:-), aqui está, comentei dela ontem:

“Cactus”P I X I E S

Sitting here wishing on a cement floor

Just wishing that I had just something you wore

I put it on when I go lonely

Will you take off your dress and send it to me?

I miss your kissin’ and I miss your head

And a letter in your writing doesn’t mean you’re not dead

Run outside in the desert heat

Make your dress all wet and send it to me

I miss your soup and I miss your bread

And a letter in your writing doesn’t mean you’re not dead

So spill your breakfast and drip your wine

Just wear that dress when you’re dying

Sitting here wishing on a cement floor

Just wishing that I had just something you wore

Bloody your hands on a cactus tree

Wipe it on your dress and send it to me

Sitting here wishing on a cement floor

Just wishing that I had just something you wore

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26, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Hoje estou matando as saudades do velho Bowie. Ontem passou no Multishow (Net/GloboSat) o especial de premios do VH1, comico, o grande premio é de designer do ano. Mas tirando as comedias da moda, vi uns showzinhos legais, como o Bowie, aclamado como o mais fashion de todos. Pela primeira vez, vi a letra da música do Pixies que ele cantou, Cactus. Caralho, a letra é linda! Vou rever meus conceitos de letras de Pixies, sabia que tinham umas fodas, mas esta…po.

Logo após teve Sex and The City. Sabe que a série não é ruim não ? Achei oprimeiro capítulo péssimo, mas agora melhorou, creio eu. E se o Joaquim Ferreira dos Santos e Zuenir Ventura se perguntam se aquelas mulheres existem e se perguntam onde elas estão, é porque não conhecem as mulheres de 20 a 30 anos do rio e sampa…

Ao som do maravilhoso e revolucionário Earthling, o unico cd que conseguiu trazer o Bowie para o rj, acho que em 97, nao?

E pra acalmar, ainda vou ter o tradicional Catatonia (não o primeiro que me frustrou por ser alegrinho), mas minha coletanea, com direito a algumas ao vivo (uma pena o P2P estar cada vez mais escasso….)

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25, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Quatro kilos a menos em uma semana. Para quem não comia (quando eu falo isso, é literalmente) nada de verduras e legumes, até que não foi tão dificil.

Acho que nunca tive semanas tão corridas como estou tendo desde a última. E até boas, tirando certas coisas. Chegou num ponto de tantas provas e trabalho que fica difícil conciliar, mas tenho que conciliar.E esta semana, quando achei que tinha um período perdido, vejo que ainda tenho luz no fim do tunel, o negocio vai ser ter que recuperar tres materias em dois dias, quarta e sexta (duas provas seguidas, foda). Acho que até esta situação me levou a primeira vez me sentir forte comigo mesmo.

Tá acontecendo tantas coisas de amadurecimento que até estranho, seja na relação com meus pais e comigo mesmo ou com toda a vida…

Chato é saber qual o motivo de tudo. É tão foda encarar derrotas e vitorias. Sim, as duas. Mas tudo volta ao normal ao voce aprender a lidar com as pessoas, que era o que eu tinha esquecido e lembrei porque. Foi por um simples telefonema, que vou me arrepender o resto da vida. Joguei fora uma amizade por um amor (que nem era amor mesmo), e levei um trauma q me fez jogar fora outras.

mas agora sim, jogo fora. Sim, piso, esmago, etc. Supeficialidade não é para mim. quem quiser ser, seja. Mas esta parada de ser social nào é pra mim. Sou tudo ou nada nisso. Ou vc esta com alguem ou não. Ou voce esta la nos problemas e nas felicidades ou não esta.

Odeio esta coisas de esquecimento, sabe? Se voce não aparece, as pessoas tb não aparecem, fica tudo no casual. Mas sempre te tratando quando amigo qd se precisa. Fuck it. And leave. and live.

E acho q ninguem deve entender muito disso, mas ok. No fundo , todo mundo entende e sente estas cosias, mas levam.

Tentam ignorar a solidao de não ter nada de verdade por milhares de relaçòes superficiais.

Se atolam de drogas e bebidas pra substituir o vazio.

Mas nada cobre o vazio, um dia ou outro ele vem e pode ser meio q tarde, voce ja nao estar com forcas.

E recuperar as forcas…porra, é bizarro.

Ando escutando muito Pavement…. Estranho, nunca fui muito fa, mas acho que entendi, nunca escutei muita coisa boa deles. Escutei varias musicas ao vivo na BBC, onde so tocaram musicas maravilhosas. O pior é nem saber o nome das musicas, mas sei que são a faixa 3, 7, 13 e 21 do cd que sairá da BBC.

Isso me lembrou que tocava em shows uma música deles que até hoje nào sei o nome. Só sei a letra. Tem o refrão “It’s what I want…to take you down…”. Ainda vou encontrar..

Quarto do panico não tem nada assim de David Fincher (leia-se Se7en e Clube de Luta) alem da fotografia e enredo inusitado, mas é bem cliche. Mesmo assim, um filmão para domingos. E vi um Woody Allen razoavel em seguida, Poucas e Boas, salvo pelas grandes atuações do Sean Penn e Samantha Morton, alem de uma piada ou outra.

E to tão nervoso com estas provas q acho q so esta saindo besteira. Quitting now..

Update : Se alguem for ler la no Ig o q falei no começo do ano, vai concordar.

Sabe 2002? Aquele ano que mal começou?

Já acabou.

O que é um ano de eleições presidenciais + Copa….

E ainda teve BigBrother 1 e 2 + Casa dos Artistas (este sim foi foda, hehehe) pra fazer passar mais rápido ainda.

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19, novembro, 2002 Paulo Marinho Sem comentários

Pelamor de Deus:

Em Esperança, enquanto estudava, escutei uma musica conhecida.

Não é que fizeram uma versão de um classico do Led Zeppelin para ser tema do Paulo Ricardo?

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