As aboboras voltaram…
As aboboras esmagadas voltaram. Eles se foram quase a tanto tempo quanto este blog. E a tanto tempo quanto eu me fui.
Bem, meus caros, ainda vivo. Quase. Um piripaque, estresse crônico, gerado por uma vida de neuroses e boemias, geraram isto. Sim, sobrevivi. Sim, agora toco bateria, ou tento. Sim, agora estou realmente casado, ou unido estavelmente, whatever.
Mas algumas coisas aconteceram neste meio tempo…ah, quanta coisa que vale a pena ser dita, refletida, hironizada e lembrada.
Alguém lembra daqueles filmes anos 80 da sessão da tarde? Tinha um que não lembro o nome, e já foi copiado por meio mundo de seriados. Mas outro dia, embalado pela minha pós (sim, agora estou no mundo dos MBAs), tive um insight (não, o insight literalmente Jerry McGuire fica pra proxima), escrevi um email para a equipe de lideres da minha area. Só havia um problema, existem duas listas de email com nomes bem parecidos. E eu enviei a errada. E só descobri um dia depois, enquanto me perguntava porque me olhavam esquisito. Não sei o que foi pior: as pessoas não entenderem nada, pessoas que não faziam parte do circulo que deveria ser enviado aquele email terem lido, ou eu ter estado tão inspirado a ponto de realmente acharem que era um email de nosso antigo gerente.
Após o piripaque, num chope, veio o assunto de o que realmente se gosta de fazer. E vi que me afastei do que mais gosto. Escrever e tocar e escutar musica. Sim, há no minimo 3 anos sou mais workaholic que as horas do dia. E isso sufocou muito do meu eu. Só quando alguém falou de como eu escrevia que a ficha caiu que trabalhava mais para escrever do que para trabalhar. Era para matar a saudade das palavras.
Ontem assumi um projeto que para muitos não é nada. Mas no mesmo chope veio a ficha: sim, sempre fui blogueiro (como leitor). E sempre reclamei das ferramentas de blog. Ei, mas agora eu poso muda-las! Agora eu posso ajudar a mim e a quem eu leio.
Estou escutando Smashing Pumpkins agora, minhas velhas aboboras. O som é o mesmo. Isso é ruim? pra mim não. Coisas boas duram pra sempre. Que o diga AC Dc e Iron Maidens da vida. As palavras e o conto é sempre o mesmo, mas as vezes não se cansa de lê-lo. Nada como ler A Arte de Andar no Rio de Janeiro, do mestre Rubem Fonseca, para lembrar que o Rio não é o lugar que aprendi a renegar. Nada como reler Watchmen para lembrar que HQ é arte. Nada como um dia após o outro dia. Estou vivo pra ver Rocky 6! E lembro das piadas de Apertem os Cintos o Piloto Sumiu sobre Rocky 9! Falta pouco, huauhahuauhauh.
Ainda estou em dúvida de como rebatiza-lo. The Drugs Dont Work? Porque elas realmente não funcionam. A vida é cheia de Som e Furia? Pois ela é. Minha vida (não) é uma sitcom? Nunca vou esquecer quando me falaram isso, e espero que nãoseja realmente uma sitcom de deuses nossas vidas. Rehab? Em homenagem a Amy WineHouse, talvez. Dope Show? Tantos nomes….
Mas as aboboras voltaram. E um dia após o outro dia. Bem vindo de volta a este espaço de historias idiotas, Eu. Você sentiu saudades, não?
Quase cinco meses… Será que desta vez dá pra voltar de vez?
Acho que completei minha coleção de cds. Parece um comentário muito louco, dado que sei que vou continuar comprando, mas não. COmprei os que nunca tive e sempre quis ter e os que vendi e me arrependi por exatos 10 anos. Idem às revistinhas. Bem, ok, falta pouco: de CD a coletania Full do Robert Johnson, e de revistas a saga do Homem Animal (talvez o melhor livro nunca escrito na história, em minha modesta opinião), mas essa tenho em PDF.